Qualquer um dos milhares de brasileiros que passaram pelos
bancos da Fundação Getulio Vargas (FGV) nos últimos 60
anos sabe que, além da excelência no ensino, um dos
motivos que tornam seus cursos tão atraentes é sua
proximidade com a realidade. Qualquer discussão, seja ela
sobre macroeconomia ou a mais específica estratégia de marketing de uma empresa,
está sempre conectada às manchetes dos jornais ou às últimas tendências apontadas
pelos teóricos. Pois eis uma situação que daria um excelente estudo de caso, a ser
trabalhado pelos estudantes das Escolas da Administração da FGV: reconhecida por sua
expertise na área de serviços, uma instituição atua num mercado cuja demanda tem
crescido a uma taxa média de 10% ao ano, na última década. Todavia, a demanda não
tem sido adequadamente atendida. Pelas características desse mercado, no entanto, a
instituição não tem simplesmente como expandir suas atividades de uma hora para
outra, para abocanhar boa parte da demanda insatisfeita. A pergunta dos professores
seria: qual a melhor solução para o caso? Pois é exatamente o que a própria Fundação
Getulio Vargas, presidida por Carlos Ivan Simonsen Leal, anunciou como nova estratégia.
A FGV irá certificar cursos de graduação em Administração e, futuramente, outros
cursos, como Direito, Economia e Contabilidade com seu selo de qualidade. “Há uma
porção de escolas no Brasil que desejam aprimorar seus cursos, melhor qualificando seus
docentes de modo a atender a alta demanda por parte dos alunos”, afirma Clovis de
Faro, diretor do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) da FGV, responsável
pelo projeto. “Por outro lado, a FGV tem 60 anos de experiência e a missão de avançar
as fronteiras do conhecimento”. A união de interesses é perfeita.
Apesar de a idéia de divulgar o conhecimento produzido pela
FGV em maior escala seja antiga, a estruturação do projeto
para a graduação começou a ser feita há dois anos. A maior
preocupação nesse processo, evidentemente, dizia respeito à
garantia da qualidade do ensino, cujo aval é dado pela FGV.
Até agora, a FGV trabalhava em parceria com outras
instituições apenas com a pós-graduação e conseguia
controlar rigidamente a transmissão do conhecimento. Se um
curso de MBA ou de extensão universitária leva a marca FGV,
ele tem exclusivamente professores da fundação, que se
deslocam pelo País para transmitir seus conhecimentos. O
material didático, os testes, trabalhos de conclusão e tudo o que envolve os cursos são
submetidos ao rígido controle da da instituição. Só que aqui fala-se num universo de 30
mil pessoas. Quando se estende essa proposta para a graduação, o número pode atingir
200 mil alunos. “Nossa grande preocupação ao elaborar o projeto foi com a qualidade,
em como passar de algo que é inteiramente controlado por nós para um serviço
gerenciado localmente, embora supervisionado de perto pela FGV”, diz Gerson
Lachtermacher, coordenador executivo de projetos do IDE, PhD pela Universidade de
Waterloo, no Canadá.
O programa de certificação
graduação teve início em 2006
Daniel Wainstein
Leal, presidente: projeto atingirá
100 mil alunos em seis anos
A solução encontrada pela FGV foi nomear um comitê gestor para a supervisão do
programa. Presidido pelo professor Lindolpho Dias, ex-presidente do Centro Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ex-diretor do Instituto de Matemática
Pura e Aplicada (IMPA), ele é composto por nomes bastante respeitados no meio
acadêmico; dentre eles Sergio Quintella, vice-presidente da FGV, Bianor Cavalcanti,
diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV e Carlos
Osmar Bertero, ex-diretor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da
FGV, que é o atual Presidente da Associação Nacional dos Cursos de Pós-Graduação em
Administração. Além disso, o comitê gestor é apoiado pela Central de Qualidade do IDE.
A respeitabilidade acadêmica é inequívoca.
SEDE DE CONHECIMENTO
A explosão no número de faculdades e alunos no ensino superior criou a oportunidade ideal para a FGV
oferecer certificados com sua qualidade à graduação
1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004
**
Alunos na faculdade* 1,9 2,1 2,3 2,6 3,0 3,4 3,9 4,0
Instituições de ensino 900 973 1097 1180 1391 1637 1859 2000
(*) – em milhares (**) – estimativa
Fonte: MEC/Inep/SEECAtivo precioso
O diretor Clovis de Faro fala sobre o mais ambicioso projeto
de difusão de conhecimento da instituição
O Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) foi criado em
2003 com o objetivo de distribuir o ativo mais precioso da Fundação
Getulio Vargas: sua geração de conhecimento. Dirigido pelo
professor Clovis de Faro, o IDE parte agora para seu passo mais
ambicioso, o de levar a outras escolas a expertise adquirida pela
FGV nos últimos 62 anos. A seguir, de Faro, PhD pela Universidade
de Stanford e titular da Escola Brasileira de Pós-Graduação em
Economia (EPGE) desde 1974, fala sobre a proposta:
DINHEIRO – Qual é a intenção da FGV em compartilhar sua experiência com
outros cursos de graduação em Administração?
CLOVIS DE FARO –
Queremos que o conhecimento de excelência, produzido na FGV,seja compartilhado com um número muito maior de alunos. Desenhamos um produto
educacional de altíssima qualidade, com controles extremamente rigorosos, em que
certificamos as escolas parceiras nessa operação. Atendidas as condições, os alunos
aprovados, que são inclusive submetidos a exames nacionais, receberão diplomas das
instituições com nosso aval de qualidade. O maior objetivo é elevar o nível do ensino de
Administração ministrado hoje no País.
DINHEIRO – A FGV lucra com isso?
FARO –
A FGV é uma instituição privada sem fins lucrativos. Todos os recursos obtidosDe faro, diretor do
ide:
“Todos os recursosobtidos são reinvestidos
em pesquisas da FGV”
com os serviços prestados pelo IDE, aí incluído o certificado de graduação, são
transferidos para a produção de pesquisas da FGV.
DINHEIRO – O curso certificado terá o mesmo preço da graduação da FGV?
FARO –
Não. O aluno da certificação não é um aluno da FGV, mas sim da instituição deensino superior parceira. Nós garantimos a qualidade do ensino, mas este é um curso
voltado para um público muito mais amplo do que o representado pelo universo dos
próprios alunos da FGV. Durante a elaboração do projeto fizemos um estudo de mercado
em que constatamos que a mensalidade a ser cobrada é compatível com os valores
praticados nas diversas regiões do país.
DINHEIRO – A certificação ficará restrita ao curso de Administração?
FARO –
Não. Começamos a oferecer a certificação em cursos de Administração desdefevereiro de 2006. Os planos são estender a oferta para Economia em 2008 e para
Direito e Contábeis nos anos seguintes. A intenção é, em seis ou sete anos, atender 100
mil alunos.
Futuro com peso histórico
FGV cerca-se de garantias de qualidade por todos os lados, ao oferecer o
certificado de graduação
Até a criação da Fundação Getulio Vargas (FGV) não havia História econômica do Brasil.
Ou melhor, havia, mas ela não era medida oficialmente. Foi apenas em 1944, com a
abertura das portas da instituição, que se começou a medir o desempenho da economia
brasileira, com a criação de indicadores como Produto Interno Bruto (PIB), inflação e
contas externas. Nos 62 anos de história da fundação há muitos outros dados
impressionantes, como o fato de terem saído dos bancos de suas escolas nada menos do
que cinco ministros da Fazenda e do Planejamento, cinco presidentes do Banco Central e
dezenas de comandantes de empresas e de órgãos públicos. Traduzida para o cotidiano,
essa qualidade significou, por exemplo, na publicação de 126 artigos de pós-graduação
em Administração em 2005, o maior número entre as instituições de ensino superior
públicas e privadas do País. Se, por um lado, essa bagagem histórica significa
credibilidade para a certificação da graduação, por outro ela representou imensa
responsabilidade: o desafio de democratizar o ensino com a garantia da qualidade da
FGV não é pequeno.
A instituição convocou alguns de seus principais pensadores, ao longo dos últimos dois
anos, para montar a estratégia de democratização da sua graduação. E eles resolveram
criar ilhas de excelência, cercadas de garantias de qualidade por todos os lados. O
Projeto de Certificação de Qualidade para a graduação é muito mais abrangente do que
os diversos controles impostos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) às
instituições de ensino superior do País. Para fazer parte do sistema de certificação da
graduação, escolas, professores e alunos são avaliados constantemente, num trabalho
quase que obsessivo pela garantia de qualidade.
Antes de serem credenciadas, por exemplo, as escolas são
visitadas por professores da FGV que avaliam a organização
didático-pedagógica, a qualidade do corpo docente e a infraestrutura
da escola, como a existência de bibliotecas e
laboratórios. Aprovadas em todos os quesitos, a escola tem
sua certificação renovada todos os anos, com nova
verificação da manutenção das condições de ensino. Além
disso, também são feitos acompanhamentos in loco por
profissionais do departamento de controle de qualidade da
FGV e entre 10% e 20% das instituições certificadas sofrem
auditorias externas independentes durante o ano letivo. “Isso
impede que mestres e doutores de bom currículo sejam
contratados apenas durante as visitas”, afirma Antonio de
Araujo Freitas Junior, diretor executivo de Qualidade e Inteligência de Negócios do
Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) da FGV, PhD pela Universidade de North
Carolina e atual presidente da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em
Administração.
A organização didático-pedagógica, definida pela FGV, também sofre controle bastante
rigoroso. O coordenador do curso é acompanhado de perto, bem como a organização
administrativa e acadêmica. Além disso, o projeto do curso passa a adotar o modelo de
ensino da FGV . Com relação aos professores, são exigidas titulação, experiência
profissional e adequação de sua formação à disciplina, lecionada. Também são
acompanhados o regime de trabalho, plano de carreira e dedicação ao curso, bem como
sua produção acadêmica. Já os alunos são submetidos a provas nacionais por disciplina,
elaboradas pelos professores da FGV, que acontecem simultaneamente em todo o País.
As empresas juniores das quais fazem parte são acompanhadas por visitas in loco, para
que sejam verificados a adequação dos projetos, sua supervisão por docentes, bem como
o espaço físico, equipamentos e o número de consultores.
Além de oferecer a seus alunos a garantia de qualidade da FGV, a instituição parceira
também obtém uma série de benefícios ao adotar a certificação de qualidade para seus
programas de graduação. A FGV orienta os parceiros a redesenhar sua infra-estrutura,
capacita docentes e coordenadores e auxilia na implantação do projeto pedagógico. Além
disso, coloca à disposição a rede de pesquisa e de intercâmbio nacional e internacional
da FGV, bem como o acesso a uma central de estágios e de colocação de alunos. É uma
aposta ganha-ganha, para alunos e instituições que querem se diferenciar no concorrido
mercado da educação.
Daniel Wainstein
Certificação:
garantia dequalidade concedida a escolas
parceiras
Além da graduação
O Instituto de Desenvolvimento Educacional oferece
uma gama completa de serviços
Apesar de recente, o projeto de certificação da graduação em
Administração da FGV já tocou os quatro pontos cardeais do
País. Desde fevereiro, alunos de escolas parceiras da FGV em
lugares tão diversos como Belém (PA), Joinville (SC) e Cuiabá
(MT) estão participando do projeto-piloto, que leva ensino de
qualidade, com os padrões estabelecidos pela FGV do Rio de
Janeiro e São Paulo, aos lugares mais diversos. Mas, apesar
de a certificação ser o mais ambicioso programa do Instituto
de Desenvolvimento Educacional (IDE), ela não é o único produto na disseminação do
conhecimento produzido pela instituição.
O IDE abriga hoje programas de educação continuada como o FGV Management, o FGV
Online, Cursos Corporativos e a Central de Qualidade e Inteligência de Negócios, que
suportam produtos e serviços educacionais de maneira completa. O FGV Management,
por exemplo, leva cursos de pós-graduação e extensão universitária a 30 instituições
conveniadas, em mais de 80 cidades brasileiras. É essa área que produz o conteúdo,
escolhe os professores e faz o controle acadêmico dos MBAs com assinatura FGV. As
séries de livros assinados pelos professores da área já venderam mais de 235 mil
exemplares. “Ficamos satisfeitos de sermos adotados pela concorrência, por estarmos
elevando a qualidade da educação no País”, afirma o professor Ricardo Spinelli, diretor
do FGV Management e PhD pela Universidade de Lancaster, Inglaterra.
O FGV Online é o programa de ensino à distância da FGV, usado em cursos de pósgraduação,
extensão, corporativos e graduação. O MBA à distância do FGV Online foi o
primeiro a ser aprovado pelo MEC. “É importante oferecer múltiplas mídias para que cada
aluno trabalhe em sua própria velocidade”, diz Carlos Longo, diretor do FGV Online e PhD
pela Universidade Newcastle, Inglaterra. Os Cursos Corporativos, dirigidos por Antônio
Carlos Porto Gonçalves, PhD pela Universidade de Chicago, atendem às necessidades de
treinamento customizados das empresas e oferecem soluções integradas entre cursos e
consultoria empresarial, feita pelos professores da FGV. E a Central de Qualidade cuida
para que todos serviços da instituição tenham o mesmo padrão de excelência em
qualquer lugar do País. É a qualidade da FGV em todas as áreas.
Fonte:
Revista Isto É Dinheiro <www.terra.com.br/istoedinheiro>Diretoria respeitada: o IDE
coordena e gerencia os produtos
e serviços educacionais que
saem da instituição
Saiba mais sobre a FGV - Fundação Getúlio Vargas.