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26.01.2010

Curso superior, de verdade

Depois de levar a excelência de seus cursos de MBA por todo o País, a FGV começa a democratizar sua graduação de Qualidade.

Qualquer um dos milhares de brasileiros que passaram pelos

bancos da Fundação Getulio Vargas (FGV) nos últimos 60

anos sabe que, além da excelência no ensino, um dos

motivos que tornam seus cursos tão atraentes é sua

proximidade com a realidade. Qualquer discussão, seja ela

sobre macroeconomia ou a mais específica estratégia de marketing de uma empresa,

está sempre conectada às manchetes dos jornais ou às últimas tendências apontadas

pelos teóricos. Pois eis uma situação que daria um excelente estudo de caso, a ser

trabalhado pelos estudantes das Escolas da Administração da FGV: reconhecida por sua

expertise na área de serviços, uma instituição atua num mercado cuja demanda tem

crescido a uma taxa média de 10% ao ano, na última década. Todavia, a demanda não

tem sido adequadamente atendida. Pelas características desse mercado, no entanto, a

instituição não tem simplesmente como expandir suas atividades de uma hora para

outra, para abocanhar boa parte da demanda insatisfeita. A pergunta dos professores

seria: qual a melhor solução para o caso? Pois é exatamente o que a própria Fundação

Getulio Vargas, presidida por Carlos Ivan Simonsen Leal, anunciou como nova estratégia.

A FGV irá certificar cursos de graduação em Administração e, futuramente, outros

cursos, como Direito, Economia e Contabilidade com seu selo de qualidade. “Há uma

porção de escolas no Brasil que desejam aprimorar seus cursos, melhor qualificando seus

docentes de modo a atender a alta demanda por parte dos alunos”, afirma Clovis de

Faro, diretor do Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) da FGV, responsável

pelo projeto. “Por outro lado, a FGV tem 60 anos de experiência e a missão de avançar

as fronteiras do conhecimento”. A união de interesses é perfeita.

Apesar de a idéia de divulgar o conhecimento produzido pela

FGV em maior escala seja antiga, a estruturação do projeto

para a graduação começou a ser feita há dois anos. A maior

preocupação nesse processo, evidentemente, dizia respeito à

garantia da qualidade do ensino, cujo aval é dado pela FGV.

Até agora, a FGV trabalhava em parceria com outras

instituições apenas com a pós-graduação e conseguia

controlar rigidamente a transmissão do conhecimento. Se um

curso de MBA ou de extensão universitária leva a marca FGV,

ele tem exclusivamente professores da fundação, que se

deslocam pelo País para transmitir seus conhecimentos. O

material didático, os testes, trabalhos de conclusão e tudo o que envolve os cursos são

submetidos ao rígido controle da da instituição. Só que aqui fala-se num universo de 30

mil pessoas. Quando se estende essa proposta para a graduação, o número pode atingir

200 mil alunos. “Nossa grande preocupação ao elaborar o projeto foi com a qualidade,

em como passar de algo que é inteiramente controlado por nós para um serviço

gerenciado localmente, embora supervisionado de perto pela FGV”, diz Gerson

Lachtermacher, coordenador executivo de projetos do IDE, PhD pela Universidade de

Waterloo, no Canadá.

O programa de certificação

graduação teve início em 2006

Daniel Wainstein

Leal, presidente: projeto atingirá

100 mil alunos em seis anos

A solução encontrada pela FGV foi nomear um comitê gestor para a supervisão do

programa. Presidido pelo professor Lindolpho Dias, ex-presidente do Centro Nacional de

Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ex-diretor do Instituto de Matemática

Pura e Aplicada (IMPA), ele é composto por nomes bastante respeitados no meio

acadêmico; dentre eles Sergio Quintella, vice-presidente da FGV, Bianor Cavalcanti,

diretor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da FGV e Carlos

Osmar Bertero, ex-diretor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da

FGV, que é o atual Presidente da Associação Nacional dos Cursos de Pós-Graduação em

Administração. Além disso, o comitê gestor é apoiado pela Central de Qualidade do IDE.

A respeitabilidade acadêmica é inequívoca.

SEDE DE CONHECIMENTO

A explosão no número de faculdades e alunos no ensino superior criou a oportunidade ideal para a FGV

oferecer certificados com sua qualidade à graduação

1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004

**

Alunos na faculdade* 1,9 2,1 2,3 2,6 3,0 3,4 3,9 4,0

Instituições de ensino 900 973 1097 1180 1391 1637 1859 2000

(*) – em milhares (**) – estimativa Fonte: MEC/Inep/SEEC

Ativo precioso

O diretor Clovis de Faro fala sobre o mais ambicioso projeto

de difusão de conhecimento da instituição

O Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) foi criado em

2003 com o objetivo de distribuir o ativo mais precioso da Fundação

Getulio Vargas: sua geração de conhecimento. Dirigido pelo

professor Clovis de Faro, o IDE parte agora para seu passo mais

ambicioso, o de levar a outras escolas a expertise adquirida pela

FGV nos últimos 62 anos. A seguir, de Faro, PhD pela Universidade

de Stanford e titular da Escola Brasileira de Pós-Graduação em

Economia (EPGE) desde 1974, fala sobre a proposta:

DINHEIRO – Qual é a intenção da FGV em compartilhar sua experiência com

outros cursos de graduação em Administração?

CLOVIS DE FARO – Queremos que o conhecimento de excelência, produzido na FGV,

seja compartilhado com um número muito maior de alunos. Desenhamos um produto

educacional de altíssima qualidade, com controles extremamente rigorosos, em que

certificamos as escolas parceiras nessa operação. Atendidas as condições, os alunos

aprovados, que são inclusive submetidos a exames nacionais, receberão diplomas das

instituições com nosso aval de qualidade. O maior objetivo é elevar o nível do ensino de

Administração ministrado hoje no País.

DINHEIRO – A FGV lucra com isso?

FARO – A FGV é uma instituição privada sem fins lucrativos. Todos os recursos obtidos

De faro, diretor do

ide:“Todos os recursos

obtidos são reinvestidos

em pesquisas da FGV”

com os serviços prestados pelo IDE, aí incluído o certificado de graduação, são

transferidos para a produção de pesquisas da FGV.

DINHEIRO – O curso certificado terá o mesmo preço da graduação da FGV?

FARO – Não. O aluno da certificação não é um aluno da FGV, mas sim da instituição de

ensino superior parceira. Nós garantimos a qualidade do ensino, mas este é um curso

voltado para um público muito mais amplo do que o representado pelo universo dos

próprios alunos da FGV. Durante a elaboração do projeto fizemos um estudo de mercado

em que constatamos que a mensalidade a ser cobrada é compatível com os valores

praticados nas diversas regiões do país.

DINHEIRO – A certificação ficará restrita ao curso de Administração?

FARO – Não. Começamos a oferecer a certificação em cursos de Administração desde

fevereiro de 2006. Os planos são estender a oferta para Economia em 2008 e para

Direito e Contábeis nos anos seguintes. A intenção é, em seis ou sete anos, atender 100

mil alunos.

Futuro com peso histórico

FGV cerca-se de garantias de qualidade por todos os lados, ao oferecer o

certificado de graduação

Até a criação da Fundação Getulio Vargas (FGV) não havia História econômica do Brasil.

Ou melhor, havia, mas ela não era medida oficialmente. Foi apenas em 1944, com a

abertura das portas da instituição, que se começou a medir o desempenho da economia

brasileira, com a criação de indicadores como Produto Interno Bruto (PIB), inflação e

contas externas. Nos 62 anos de história da fundação há muitos outros dados

impressionantes, como o fato de terem saído dos bancos de suas escolas nada menos do

que cinco ministros da Fazenda e do Planejamento, cinco presidentes do Banco Central e

dezenas de comandantes de empresas e de órgãos públicos. Traduzida para o cotidiano,

essa qualidade significou, por exemplo, na publicação de 126 artigos de pós-graduação

em Administração em 2005, o maior número entre as instituições de ensino superior

públicas e privadas do País. Se, por um lado, essa bagagem histórica significa

credibilidade para a certificação da graduação, por outro ela representou imensa

responsabilidade: o desafio de democratizar o ensino com a garantia da qualidade da

FGV não é pequeno.

A instituição convocou alguns de seus principais pensadores, ao longo dos últimos dois

anos, para montar a estratégia de democratização da sua graduação. E eles resolveram

criar ilhas de excelência, cercadas de garantias de qualidade por todos os lados. O

Projeto de Certificação de Qualidade para a graduação é muito mais abrangente do que

os diversos controles impostos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) às

instituições de ensino superior do País. Para fazer parte do sistema de certificação da

graduação, escolas, professores e alunos são avaliados constantemente, num trabalho

quase que obsessivo pela garantia de qualidade.

Antes de serem credenciadas, por exemplo, as escolas são

visitadas por professores da FGV que avaliam a organização

didático-pedagógica, a qualidade do corpo docente e a infraestrutura

da escola, como a existência de bibliotecas e

laboratórios. Aprovadas em todos os quesitos, a escola tem

sua certificação renovada todos os anos, com nova

verificação da manutenção das condições de ensino. Além

disso, também são feitos acompanhamentos in loco por

profissionais do departamento de controle de qualidade da

FGV e entre 10% e 20% das instituições certificadas sofrem

auditorias externas independentes durante o ano letivo. “Isso

impede que mestres e doutores de bom currículo sejam

contratados apenas durante as visitas”, afirma Antonio de

Araujo Freitas Junior, diretor executivo de Qualidade e Inteligência de Negócios do

Instituto de Desenvolvimento Educacional (IDE) da FGV, PhD pela Universidade de North

Carolina e atual presidente da Associação Nacional dos Cursos de Graduação em

Administração.

A organização didático-pedagógica, definida pela FGV, também sofre controle bastante

rigoroso. O coordenador do curso é acompanhado de perto, bem como a organização

administrativa e acadêmica. Além disso, o projeto do curso passa a adotar o modelo de

ensino da FGV . Com relação aos professores, são exigidas titulação, experiência

profissional e adequação de sua formação à disciplina, lecionada. Também são

acompanhados o regime de trabalho, plano de carreira e dedicação ao curso, bem como

sua produção acadêmica. Já os alunos são submetidos a provas nacionais por disciplina,

elaboradas pelos professores da FGV, que acontecem simultaneamente em todo o País.

As empresas juniores das quais fazem parte são acompanhadas por visitas in loco, para

que sejam verificados a adequação dos projetos, sua supervisão por docentes, bem como

o espaço físico, equipamentos e o número de consultores.

Além de oferecer a seus alunos a garantia de qualidade da FGV, a instituição parceira

também obtém uma série de benefícios ao adotar a certificação de qualidade para seus

programas de graduação. A FGV orienta os parceiros a redesenhar sua infra-estrutura,

capacita docentes e coordenadores e auxilia na implantação do projeto pedagógico. Além

disso, coloca à disposição a rede de pesquisa e de intercâmbio nacional e internacional

da FGV, bem como o acesso a uma central de estágios e de colocação de alunos. É uma

aposta ganha-ganha, para alunos e instituições que querem se diferenciar no concorrido

mercado da educação.

Daniel Wainstein

Certificação: garantia de

qualidade concedida a escolas

parceiras

Além da graduação

O Instituto de Desenvolvimento Educacional oferece

uma gama completa de serviços

Apesar de recente, o projeto de certificação da graduação em

Administração da FGV já tocou os quatro pontos cardeais do

País. Desde fevereiro, alunos de escolas parceiras da FGV em

lugares tão diversos como Belém (PA), Joinville (SC) e Cuiabá

(MT) estão participando do projeto-piloto, que leva ensino de

qualidade, com os padrões estabelecidos pela FGV do Rio de

Janeiro e São Paulo, aos lugares mais diversos. Mas, apesar

de a certificação ser o mais ambicioso programa do Instituto

de Desenvolvimento Educacional (IDE), ela não é o único produto na disseminação do

conhecimento produzido pela instituição.

O IDE abriga hoje programas de educação continuada como o FGV Management, o FGV

Online, Cursos Corporativos e a Central de Qualidade e Inteligência de Negócios, que

suportam produtos e serviços educacionais de maneira completa. O FGV Management,

por exemplo, leva cursos de pós-graduação e extensão universitária a 30 instituições

conveniadas, em mais de 80 cidades brasileiras. É essa área que produz o conteúdo,

escolhe os professores e faz o controle acadêmico dos MBAs com assinatura FGV. As

séries de livros assinados pelos professores da área já venderam mais de 235 mil

exemplares. “Ficamos satisfeitos de sermos adotados pela concorrência, por estarmos

elevando a qualidade da educação no País”, afirma o professor Ricardo Spinelli, diretor

do FGV Management e PhD pela Universidade de Lancaster, Inglaterra.

O FGV Online é o programa de ensino à distância da FGV, usado em cursos de pósgraduação,

extensão, corporativos e graduação. O MBA à distância do FGV Online foi o

primeiro a ser aprovado pelo MEC. “É importante oferecer múltiplas mídias para que cada

aluno trabalhe em sua própria velocidade”, diz Carlos Longo, diretor do FGV Online e PhD

pela Universidade Newcastle, Inglaterra. Os Cursos Corporativos, dirigidos por Antônio

Carlos Porto Gonçalves, PhD pela Universidade de Chicago, atendem às necessidades de

treinamento customizados das empresas e oferecem soluções integradas entre cursos e

consultoria empresarial, feita pelos professores da FGV. E a Central de Qualidade cuida

para que todos serviços da instituição tenham o mesmo padrão de excelência em

qualquer lugar do País. É a qualidade da FGV em todas as áreas.

Fonte: Revista Isto É Dinheiro <www.terra.com.br/istoedinheiro>

Diretoria respeitada: o IDE

coordena e gerencia os produtos

e serviços educacionais que

saem da instituição

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